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AS CINCO PESSOAS QUE VOCÊ VAI ENCONTRAR NO CÉU

Diz o ditado que a arte imita a vida. E é assim que surgem os dramas que nos emocionam e nos leva a refletir na nossa própria vida. As vezes no final de um filme aparece aquele avisozinho idiota: “Qualquer semelhança é mera coincidência”. Que semelhança nada. Tudo foi feito e montado para aproximar o máximo possível a ficção da realidade e assim tocar na nossa emoção provocando as lágrimas, que podem ser torrenciais ou disfarçadas pela desculpa de que foi apenas um cisco. Você já chorou ao assistir um filme? A proposta do filme é apresentar uma reflexão sobre a vida, a partir da história do personagem central, chamado Eddie, que tem uma vida marcada por muitos episódios difíceis. Quem pensa que a vida é fácil está redondamente enganado. Viver é bom, mas tem um preço. O problema é que as vezes nós inflacionamos a vida e achamos que somos o supra sumo da raça humana, e as vezes deflacionamos a vida e nos sentimos pior do que o coco do cavalo do bandido. É assim mesmo. O equilíbrio é uma...

LIBERA GERAL!

O desejo na sua forma mais pura, desejo sexual, é louco, ou seja, desprovido de qualquer regra, qualquer lei; ele quer porque quer e pronto! Se uns lutaram ferrenhamente contra ele, dentre os quais destacamos: Ap. Paulo, Sto. Agostinho, Martinho Lutero e outros; outros tomaram o caminho inverso e liberaram geral, como Sade. Uns pregam a repressão. Outros a liberação. Penso que ambos estão errados. Quando o assunto é desejo toda a cautela é pouca. Sublimação é a palavra enigmática psicanaliticamente falando para expressar uma boa saída para o desejo. Sublimação é o desejo capturado por uma boa causa, um bom ideal, um objetivo nobre de vida. Mahatma Ghandi, Martin Luther King, Viktor Frankl, Madre Tereza de Cálcuta, Nelson Mandela, dentre outros, se destacaram, no meu ponto de vista, como pessoas que encontram uma boa saída para o desejo: a sublimação. Enganam-se quadradamente os que pensam que a liberação do desejo é a melhor saída para uma vida plena de sentido. Uma vida feliz. O liber...

O QUE EU VI NO HAITI

Diz o ditado que “os que os olhos não vêem o que o coração não sente”. Com o forte terremoto que praticamente devastou o Haiti, no último dia 12 de janeiro, ficamos todos chocados com as notícias e imagens veiculadas pelos meios de comunicação. Imagens fortes, mas que na realidade, ao vivo, como vimos, não refletiam a destruição causada. Era muito pior. Fui para o Haiti com dois objetivos básicos: 1º) Pastorear os pastores haitianos abalados por terem perdidos familiares e membros de suas igrejas, e por terem visto suas casas e templos transformados em destroços de concreto e vergalhões retorcidos em fração de segundos – segundo o relato de uma irmã que mora em Porto Príncipe o terremoto durou aproximadamente quinze segundos vindo depois estrondos sucessivos das casas e prédios desabando, acompanhados de gritos de desespero vindo de todos os lugares. Dá para imaginar a cena? Há aproximadamente dois anos atrás recebemos em nossa igreja a visita do Pr. Jonathan. Já naquela época fomos to...

LOUCOS NA IGREJA OU LOUCOS PELA IGREJA?

Não sei se você já observou que tem cada louco na igreja, refiro-me as igrejas evangélicas. Tem cada figura! Fala sério! Calma! Não estou julgando e nem desmerecendo a igreja e nem os loucos. Diria que formam um casal perfeito! Se o pessoal da saúde mental soubesse como a igreja sabe lidar com os loucos não criticaria tanto. A igreja é mais tolerante com os loucos do que muitos outros espaços que se dedicam ao tratamento da loucura. Eles deveriam vir nos visitar para aprenderem com a gente. Tudo bem que em uma igreja e outra, em geral as mais penteca, o louco é confundido com endemoninhado. É que algumas loucuras dos loucos assustam mesmo. Mas a verdade é que as vezes o cabra está é endemoninhado mesmo. E aí não adianta conversa. É levantar a voz e dizer: “Sai em Nome de Jesus...”. E não é que funciona! Depois o louco fica calminho, calminho. Passado esse susto e com um pouco mais de lucidez de ambos os lados fica mais fácil verificar o nome do demônio: embriaguês, drogas, angústia, so...

AS PEQUENAS PAUSAS DA VIDA

Não sei se você já observou, mas na Bíblia, em especial no livro de salmos, vez por outra aparece uma palavra no final de alguns versículos, por vezes colocada entre colchetes, que muitos não entendem o seu significado. Estou falando da palavra selá, no hebraico. Eu inclusive já ouvi algumas leituras bíblicas onde o leitor pronunciou, “selá”, deixando o auditório com aquela interrogação: será que ele agora está falando como o Cebolinha da turma da Mônica? Mas a palavra selá aparece na Bíblia como um sinal e deste modo não é para ser lida, mas sim entendida. Uma das interpretações para a palavra selá, que aparece setenta e uma vezes nos salmos e também em Habacuque 3, é pausa. Então, ao encontrar esta palavra na Bíblia você deve ter em mente que o livro de salmos era o hinário dos hebreus e que naquele lugar onde a palavra selá aparece o cantor deveria fazer uma pausa. Pra que? Para refletir no que estava cantando e nos pensamentos suscitados a partir daquela mensagem. As pausas para...

NOMES PRÓPRIOS E ADJETIVOS

Somos o que somos não por conta do nome que recebemos, mas dos adjetivos que nos são dados por pais, familiares e amigos. Inteligente! Burro! Bonito! Feio! Gordo! Magro! Cabeção! Idiota! Estabanado! Etc. As palavras têm o poder de criar sulcos, valas, caminhos sinuosos, assim como os rios, que acabam influenciando o curso da vida, positiva ou negativamente. Em geral as palavras acabam fazendo um pouco das duas coisas. Quando nascemos recebemos um nome e sobrenome. Os nomes escolhidos refletem o gosto do pai, da mãe, ou dos dois. Nomes possuem significados e durante o período da gravidez os pais chegam a consultar o dicionário do significado dos nomes. É assim que: Aline significa graciosa e elegante, Almir – brilhante e capaz, Denise – gentil e amante da beleza, Paulo – disposto, corajoso; e por aí vai. Penso que a força de um nome não está no nome e nem no sobrenome propriamente ditos, mas no adjetivo. Sem dúvida que o nome tem sua influência sobre a pessoa, mas o que é dito a esta pe...

COMO LIDAR COM A DOR

COMO LIDAR COM A DOR Não pretendemos aqui discutir o controverso conceito de cura. O nosso objetivo é o de falar sobre a dor. Mas o que vem ser a dor? Sabemos que existem dores e dores. Uma é a dor objetiva, do tipo: dor de dente, dor de cabeça, dor de ouvido, dor no estômago, dor no peito, etc. Outra é a dor subjetiva, do tipo: dor da separação, dor da decepção, dor da traição, dor da desilusão, etc. Podemos dizer que a depressão, a melancolia, a angústia, o medo, são alguns dos sintomas que surgem em decorrência da dor subjetiva. Escrevi a tempos atrás um artigo com o seguinte título: “A dor do crescimento”; onde fiz referência a queixa de algumas crianças que dizem sentir dor nas pernas. É a dor do crescimento. O fato é que crescer dói. Invariavelmente as grandes lições da vida são aprendidas pelos impasses que enfrentamos na vida, ou seja, pela dor que não procuramos, muito pelo contrário, que tentamos evitar, mas que insiste em aparecer nos momentos mais inapropriados. Dor é ass...